sábado, 10 de julho de 2010

O Uniforme

Para os uniformes, estão escaladas as microfibras de poliéster, mais resistentes a puxões ( atenção para o cartão amarelo) mais leves e confoetáveis. Condução de suor, efeito bacteriostático e proteção UV são algumas das propriedades dos tecidos sintéticos que vestem os esportistas.




A camisa oficial da seleção brasileira nesta copa é 100% verde - De acordo com a fabricante, a camisa é construída com 100% de materiais recicláveis: oito garrafas plásticas foram utilizadas na confecção de cada peça. Foram escolhidas garrafas de lixões do Japão e Taiwan, que, após serem processadas e transformadas em poliéster confeccionaram as camisas das dez seleções patrocinadas pela Nike.


As garrafas são lavadas para a remoção de impurezas e cortadas em pequenos flocos, que então são derretidas para se transformarem em fios bem finos. É a partir desses fios que se forma o poliéster que compõe o tecido.
Costura sem fio: Outra novidade da camisa canarinho é sua costura, que usa cola ao invés de fios, algo semelhante ao que é feito com uniformes de Fórmula 1 com o objetivo de reduzir o peso total do conjunto carro e piloto. Para os atletas, o resultado é também uma camisa mais leve, pesando apenas 160 gramas, cerca de 15% menos do que a utilizada pela seleção na Copa de 2006 de acordo com o fabricante.



A camisa que vestiu a seleção brasileira na disputa pelo hexocampeonato, por exemplo, pesou 50% menos do que a usada pela equipe tricampeã em 1970.

Os uniformes dos times que participam da Coap do Mundo de Futebol deste ano são verdadeiras vitrines para o avanço da quimica aplicada à tecnologia têxtil. Vejamos:
* O dióxido de titânio (tiO²) agregado ao fio aumenta a proteção.
Estão disponíveis no mercado os fios com efeito bacteriostático, que controlam a população de bactérias geradoras dos maus odores do corpo.
A propriedade bacteriostática é obtida com adição de substâncias quimicas que se incorporam ao fio, o que garantiu sua permanência na roupa mesmo depois das lavagens.
Para quem se expõe ao sol na prática de esportes, a tecnologia quimica concebeu um fio que aumenta o bloqueio dos raios ultravioletas, causadores do câncer de pele.

O setor têxtil, valendo-se na nanotecnologia, também produz fios capazes de liberar no corpo produtos como cremes hidratantes, perfumes, protetores solares e medicamentos. Eles são acondicionados em microcápsulas incorporadas à estrutura molecular das fibras e liberados em condições pré-determinadas. As nanocápsulas de perfume, por exemplo, se rompem a uma determinada temperatura.
Além de desenvolver produtos que garantem maior conforto ao usuário, o setor têxtil pesquisa novas matérias-primas sintéticas, uma vez que hoje elas são produzidas a partir de uma fonte não renovável: o petróleo. As atenções estão voltadas aos chamados biotêxteis que são fibras produzidas a partir de soja, milho, amendoim e outras plantas. Várias pesquisas estão centralizando esforços na obtenção de fibras originalizadas de folhas de bananeira, garrafas PET's (como foi usada na Copa deste ano), pêlos de cachorro e resto de jeans.



Por: Equipe "Fotos"

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