segunda-feira, 12 de julho de 2010

Qúimica em Campo.





A emoção está no ar. Ou melhor, no campo. Futebol é assim mesmo, um espetáculo que mexe com todos, inclusive com a Química. Uma verdadeira equipe de produtos químicos marca presença nos estádios. E, apesar de alguns nomes que, caso fosse necessário serem pronunciados durante a partida, certamente levariam locutores ao desespero, sem essa equipe química o futebol perderia muito do seu colorido.

Repare no gramado. Lá podem estar os fertilizantes agrícolas superfosfato triplo, cloreto de potássio e sulfato de amônio, que jogam em conjunto com os herbicidas para manter verde, firme e uniforme.

É comum observar que a maioria dos campos de futebol apresenta falhas de grama em certas partes, principalmente naquela onde os goleiros mais atuam. Isto se dá em virtude do constante pisoteio por parte dos jogadores. Esse pisoteio gera uma compactação no solo.

A compactação do solo impede a penetração do oxigênio até a raiz da grama. Com pouco ou nenhum oxigênio, a grama acaba morrendo. É isto o que ocorre nas partes chamadas "peladas" dos gramados dos campos de futebol. Além de enfeiar o gramado, essas áreas sem grama dificultam o desempenho dos jogadores.

Em campos que usam sistemas de drenagem, o risco de compactação do solo é menor graças aos eficientes recursos que são utilizados. Mas, por esta mesma razão, há uma relativa perda na capacidade de retenção de umidade no solo, exigindo que a irrigação seja praticada com maior freqüência.

Nenhum comentário:

Postar um comentário